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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Técnica: Não precisamos de Deus para termos algum sentido

É muito comum ateus de internet, se utilizarem desta técnica. Que consiste na invalidação da existência de Deus como sentido de toda a existência. Como no exemplo:

"Eu sou muito feliz sem acreditar em Deus. Ter ou não ter Deus não faz a mínima diferença, pois a minha vida continua igual a de um teísta comum"

Uma consideração importante a nós fazermos, é compreender qual é a plenitude da existência humana.

Eu definiria que a plenitude da existência humana é o conhecimento da verdade.

Dostoéviski, um renomado filósofo russo, propõe a versão nihilista. Onde nós criariamos um sentido à nossas vidas na inexistência de Deus.

E "sentido" por definição é algo que se faz compreensível, inteligível, que nos persuade a favor.

Mas, o que constrói "algo que faz sentido"?

Vejo que melhor resposta a essa pergunta é, a VERDADE. Quando adotamos um sistema de convicções, conjuntamente concordamos que tal sistema possui proposições verdadeiras ou que se assemelham a tal.

Mas o que isso tem haver com Deus?

Deus é concebido como a própria Verdade. Como Agostinho expõe "A verdade é aquilo que é".

Aquino interpreta que o ente ou seja o ser, é a verdade. E Deus sendo o primeiro ente antes de todas as coisas criadas, é o Verdadeiro e a verdade última de todas as coisas. E como Verdade Primeira e Última, a nossa busca da verdade das coisas gira em torno Daquela. Tendo isso como base, todos nós, sendo teístas ou ateus corremos atrás da verdade de Deus.

 Sim, não se espante, é exatamente isso o que eu estou falando, ateus correm atrás da verdade de Deus.

O que isso signifca?

Que até mesmo o sentido da vida de um ateu, implica que a verdade de Deus seja inexistente. Ou seja, é inválido até mesmo o objetivo de ateizar o mundo, se a verdade de Deus não estiver colocada em pauta.
Ou seja, porque iremos nos tornar ateus, se não tivermos bem claro dentro de nós que Deus não existe?

Logo, nós precisamos de Deus até mesmo para decidirmos qual será o sentido ilusório de nossas vidas.
Querendo ou não, a verdade de Deus faz dependente todos aqueles que buscam o conhecimento da verdade.

"Serei ateu, se a verdade de Deus for inexistente. Serei teísta, se a verdade de Deus for existente"


Observe que todas estas questões giram em torno da Verdade Última das coisas. E todas elas implicam em Deus existir ou não.

Portanto, a argumentação do ateu de que não é necessário Deus para termos algum sentido na vida é inválido, pois toda a semântica da vida perscrutam o conhecimento da verdade, e por definição ela se encontra em Deus.

Conclusão

É uma técnica fácil de ser detectada. É apenas demonstrar ao neoateu que até mesmo o sentido dele ser neoateu implica que a verdade de Deus seja uma mentira. Fora disso, nem mesmo ele poderá ter a paz de assumir um sentido para a própria vida.


Um comentário:

  1. O sentido da vida é CONSEQUENCIA da existência de um criador - nem precisa ser Deus - pois, se alguém cria uma coisa, só pode ser para um própósito.
    Se você constrói um carro, é porque quer chegar mais rápido em algum lugar.
    Se você constrói uma casa, é pra se abrigar.
    Logo, tudo que é criado, têm de ter um propósito.

    Mas pelo ateísmo, a vida foi feita por acaso, e se foi feita por acaso, então ela não têm propósito objetivo. Então qualquer sentido que um ateu dê a vida, é puro placebo, porque não têm como logicamente atribuir sentido a alguma coisa que surgiu por acaso.

    A vida num mundo sem Deus só pode ser subjetivo por princípio, o ateu só pode "inventar" um sentido pra vida dele.

    Exemplo: você pode dizer que vive pra escrever uma coletânea de poesia. Isso é um sentido que VOCÊ dá a sua vida, mas não existe NADA na vida que diga que é NESCESSARIO que você escreva uma coletânea de poesia. Você faz uma coletânea de poesias porque QUER e não porque é NESCESSÁRIO.

    As coisas objetivas sempre são NESCESSÁRIAS, e a vida só pode ser nescessária se ela for criada com um propósito que seja objetivo, ou seja, que não dependa do que eu quero, ache ou sinta.

    Logo, a vida do ateu não é nescessária. Ele pode colocar o sentido que quiser, que sempre vai ser isso - o que ele quer, não o que é pra ser.

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