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sábado, 30 de julho de 2011

Trindade

Muitos se cercam da visão unitarista de Deus. Onde Deus seria uma unidade simples. Tais como pregam as Testemunhas de Jeová e os judeus. Contudo, será que essa visão é correta e dá uma descrição coerente com a natureza de Deus?

Pegando o gancho do blog filosofia e apologética, pude observar algumas premissas que tornam a versão unitarista inconcebível.

Primeiro nós temos que ver o que é Deus. Este é classicamente entendido como o maior ser que se pode conceber, ou seja um ser completo. Se X>Deus, X=Deus, se X<Deus, X=/=Deus

Na trindade de Deus, há apenas um Deus em 3 pessoas por causa da essência básica do amor, na qual existe 3 elementos: O amante, o amado, e o amor.

Contudo no unitarismo ele é uma unidade simples. Se Ele é uma só pessoa, Ele não é completo. Pois não teria em sua essência os 3 elementos básicos do amor: o amante, o amado e o amor. Se Deus não é completo, então ele não é Deus. Ele precisaria criar alguma coisa para se tornar algo completo, o que seria uma incompatibilidade ontológica com a natureza primordial e essencial de si, pois ele deveria ser naturalmente completo, sem ter que criar ninguém.

Portanto, a Trindade não é contraditória pois ela é uma unidade composta, como um trevo de três folhas ou como um triângulo de três ângulos e lados. E a idéia de um Deus de uma só pessoa, se torna impossível para inferi-lo como Deus.

Vejo que o exemplo(como já citado) do amor é compatível com a do Respeito. Deus subsistindo em 1 e não 3, saberia o que é respeito próprio, mas não saberia o que é respeito ao próximo por exemplo.

Respeito a você mesmo, pode ao mesmo tempo ser encarado como amor-próprio(bom) ou egoísmo(ruim). Portanto, Deus em sua essência deve cobrir tanto o conhecimento de respeito a si como o de respeito ao próximo. Caso contrário, o mandamento de "respeitar o próximo" não viria de sua essência e sim de um comando arbitrário.

E por isso que se seguiria que Deus para conhecer TODAS as facetas do amor, deveria subexistir em mais de uma pessoa. Pois o amor só é patenteado em uma relação pessoal com alguém. E no caso da trindade, as 3 pessoas de Deus teriam essa relação, nisso estaria justificado que Deus teria a relação do amor como essência de si mesmo. Caso contrário cairíamos no Dilema de Eutífron

"A moral é comandada por Deus por ser moral ou é moral por ser comandada por Deus?

O unitarista não vai querer dizer que a “Bondade” é boa simplesmente porque Deus a aprova, já que isso faria a moralidade ser arbitrária (chame isso de “Opção A”). Também não vai querer dizer que Deus aprova a Bondade porque ela é, de fato, boa, porque isso pareceria levar à conclusão da existência de padrões de bondade fora de Deus (chame isso de “Opção B”.)

Ou seja numa visão unidade simples e não unidade composta, o unitarista fica sem saída para responder tal questão, já que o amor e o respeito não fariam parte da essência natural de Deus.

Resumindo

1-Deus é completo
2-Se ele é completo, logo deve ter a relação do amor como essencia de si mesmo, sem precisar ter que criar ninguém
3-A relação do amor só se deve, se haver no mínimo 3 pessoas, para haver os elementos básicos do amor, como o amante, o amado e amor. Pois não existe amor sem uma relação pessoal com alguém.
4-Se ele possui a relação do amor como essencia de sua natureza, ele deve subsistir em mais de uma pessoa.
5-Portanto, se ele é uma pessoa apenas, ele não possui a relação do amor em sua essência, logo não pode ser chamado de Deus.
6-Logo, a visão triunitária de Deus se torna plausível 

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