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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Capitalismo x Socialismo, uma falsa dicotomia

É corriqueiro, observamos nas escolas e universidades, ou até em conversas do dia comum, pessoas fazendo árduas apologias a um desses dois sistemas, como se fossem elementos distintos e mutuamente excludentes. O apologista do capitalismo, irá dizer que este preserva as liberdades indiviuais e a criatividade humana, quanto o apologista do socialismo, irá defender a humanização e socialização do espaço e do mercado.

Contudo, devemos observar não o modelo pelos quais nos são apresentados, mas sim a sua real intenção.

Após a Guerra Fria, é observado uma "pipocação" de bilionários russos, o que é de fato estranho, já que o regime era comunista.

Para entendermos, o porque desse fato ter ocorrido, é preciso indentificarmos o que é o sistema capitalista e socialista tais como eles se apresentaram, para depois compreendermos o porque dessas aparentes loucuras estarem ocorrendo.

O sistema capitalista, se concebe pelo fato de haver a privatização do mercado e dos meios de produção.
Já o socialista se dá pelo fato de haver a estatização dos meios de produção.

Porém, eis a pergunta: É possível estatizar o mercado?

Qualquer economista de quinta, sabe muito bem que "congelar" ou dar preço ao mercado, é uma sentença de falência, pois não existe um preço que se possa julgar o mercado, pois o valor justo do mesmo é ele mesmo. Quando não há mais a "mão invisível" do mercado agindo por conta própria, ocorre a falência. Tornando assim uma economia socialista simplesmente impossível. E a cúpula socialista sabia e sabe disso.

Então para que diabos serve o Socialismo ou o Comunismo, se não tem absolutamente nada a ver com economia?

Resposta: Poder

Vejamos que nos chamados estados comunistas, houve sempre regimes duramente ditatoriais, que mataram que mais de 100 milhões de pessoas.

Então a partir daí, conseguimos entender o porque do aparecimento desses bilionários russos. Porque havia um economia capitalista clandestina. E o poder era regido pelos mesmos. Exatamente como o modelo chinês. Onde temos um partido ditando a sociedade e uma economia extremamente voraz.

E é exatamente por isso, que os maiores capitalistas existentes investem no socialismo, tais como a família Rockfeller nos EUA. Família que atravessa as gerações e é praticamente dona dos movimentos políticos no país.

Ou seja, a medida que o estado vai se estatizando, a falência começa a ocorrer, e então o Estado privatiza a medida do necessário, e privatizando, a bolada de dinheiro vai para quem? Acho que não preciso responder...

A falsa dicotomia a que me refiro a tais sistemas, é concepção errada do povo, que acredita que os dois sistemas são independentes e visam ideais diferentes.

Na verdade, os dois sistemas são dois livros, cujas capas atraem a humanidade, mas o conteúdo é inacessível, e este é o poder e este é o fim último daquelas.

Por que essas capas atraem a humanidade? Por que ambas exploram o ser humano tal como ele é. Enquanto um prega o valor material, o outro dá subsídios a visão social do homem. Ambos valores que o homem tem em si mesmo como essencial. Mas, que na verdade são uma forma de mascarar a ambição dos manipuladores globalistas. Enquanto estamos aqui debatendo com nossos amigos, brigando com nossos professores em defesa de um dos sistemas. Um grande capitalista e um grande socialista estão juntos tomando um belo champagne e rindo dos idiotas, que somos nós...

Marx em seu livro "Manifesto Comunista", propõe a abolição da família, no modelo em que se permite o direito de herança. Mas, será isso mesmo que ele realmente quer? Que tal relacionarmos isso com poder?

Porque os Rockfeller, os Bilderberg assíduos investidores socialistas e de movimentos de esquerda, são compostos de famílias dinásticas e de herança?

Justamente porque eles sabem que o modelo patriarcal de família, ou seja de herança é o único possível que concede a eles continuar no poder pelo longo das décadas, dos séculos, etc... Ou seja, por que reais motivos esses defensores marxistas ou de cunho mais esquerdistas, querem abolir as famílias? Para acabar com a propriedade privada? Não. Mas, para destruir a SUA família, para que eles continuem do poder e você não os alcance. Ou seja, eles detonam quaisquer possibilidades de alguém  compartilhar o poder com eles.

E não é de se admirar que "de repente" campanhas pró aborto, pró movimentos gays, pró divórcio, anti-casamentos, "adote um cão", não tenha mais filhos, todos eles contra o modelo patriarcal de família, estejam ocorrendo com tanta frequência. TODOS os movimentos citados são IRRELEVANTES sob caráter de importância social, eles só prejudicam. Mas, estão ai justamente porque existem Manipuladores Universais.

E o que o Cristão tem a ver com isso? O papel do cristão é dotar-se de conhecimento, pois "a verdade vos libertará". Educar a mente é essêncial, para que não ocorram apologias a sistemas que querem destruir você próprio.

Não há moçinhos na história. Existem somente duas capas muito atraentes, que servem como pão e circo para desviar a atenção da sociedade do real problema que está ocorrendo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A cultura não pode ser criticada?

Dedico hoje esse tema, porque observo que há uma modelização do modo de pensar que tem nos tornado objetos fáceis de manipulação.
Hoje, ouvi de um professor que "Se credibilizamos uma cultura como melhor que uma outra, estamos cometendo preconceito". Esta frase simplesmente me deixou estarrecido, e eu certamente demonstrei minha discordância aos colegas que estavam a minha volta. Os quais ofereceram duras críticas, com comparações a Hitler.

Gostaria de começar perguntando, será que não existem aspectos culturais superiores a outros?

Como humanos, concordamos que há certos valores universais que devem ser preservados para justamente nos diferenciar do aspecto brutal e violento do mundo natural. E poderíamos considerar valores como justiça, solidariedade, generosidade, preservação a vida, à igualdade, à liberdade, segurança, o bem estar como elementos intrísecos, racionais e essenciais da construção do ser humano.
Tendo tais elementos como base, podemos observar que há um constraste entre as culturas que ferem a essência do ser humano, tal como ele é.

Por exemplo, na Amazônia a tribo Suruwaha, tem como elemento cultural o infanticídeo de criaçinhas que possuem alguma deficiência física. O infanticídeo ocorre da seguinte maneira, a criança escolhida é colocada VIVA em um burraco, e este é tapado com terra, e deste modo a criança fica no local até morrer por asfixia, tornando assim o buraco o seu próprio túmulo.



http://www.youtube.com/watch?v=RbjRU6_Zj0U&feature=player_embedded

Eis a questão, iremos defender o direito à vida das crianças ou iremos ser apologetas do infanticídio em nome da politicamente correta "Cultura"?

O que de fato diferenciaria esse ideal do de Hitler por exemplo?

Os que me compararam com um nazista, porque eu afirmara que existem aspectos culturais superiores aos outros certamente não tinham a mínima idéia do que estavam falando.
Primeiro, o ideal nazista era de que existem diferenças entre os seres humanos e dado isso, alguns teriam que ser descartados pois existiriam uns que estavam retrocedendo a evolução natural humana. E para isso ele foi um dos principais financiadores de pesquisas(e muitas vezes com cobaias HUMANAS) na proposta do "Darwinismo Social". E a partir daí, a raça pura iria povoar a terra em detrimento das raças "inferiores". Vejam, que não existem NENHUMA diferenças entre o ideal nazista e o infanticídio cometido por tais índios. Ambos possuem a crença que o livramento de seres humanos que possuem certos aspectos tidos como inferiores, devem ser aniquilados.
Segundo, a minha proposta jamais pode ser comparada a Hitler, pois se ele resolvia matar porque achava que havia diferenças entre os seres humanos, a minha proposta é que NÃO se deve matar, justamente porque os seres humanos são iguais, pois a igualdade é o que forma o ser humano racionalmente. Se aderimos que há diferenças que colocam a nossa essência superior a de outras, já renegamos a nossa humanidade e viramos meros "bichinhos". Onde não devemos alterar os homicídios e as atrocidades presentes, porque afinal somos apenas bichinhos da natureza, e que esta deve tornar o seu curso natural. Ou seja, iríamos voltar a uma Seleção Natural, e com o valor do mais forte se sobresaindo.

O mais engraçado dessa história toda, é na discussão estávamos debatendo justamente o efeito da mídia sobre nossas mentes. E a galera, criticando a mídia, rebaixando as pessoas que eram influenciados por ela, que não possuiam pensamento próprio. Mas, o mais contraditório disso é que na primeira oportunidade de exercerem o Espírito Crítico, eles simplesmente defendem o infanticídio... Ou seja, repetem exatamente o que os meios de manipulação querem que nós digamos.

Na discussão, estávamos relacionando como a indústria cultural não proporciona o adicionamento do pensamento crítico para o exercício consciente da cidadania. Pois normalmente, os meios produzidos pela indústria cultural, tais como TV, Rádio, entre outros, são apenas meios de entretenimento, que não possuem qualquer comprometimento em educar um indivíduo, pois tais meios seriam para relaxar a mente e não para fazê-la funcionar mais, depois de uma dura rotina de trabalho.
Ou seja, a cidadania brasileira é dada, se somente exercermos os direitos que a nós são previstos na constituição de modo que o façamos de maneira consciente e crítica. E na defesa da politicamente correta "Cultura", essa galera que me criticou e os idiotas da FUNAI, simplemente fere QUASE TODOS OS DIREITOS UNIVERSAIS do homem previstos na constituição. Tais como:


Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

III - a dignidade da pessoa humana;

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

V - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:


a) privação ou restrição da liberdade;
e) cruéis;

a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;

b) de caráter perpétuo;

Artigo 25- Código Penal
“ Entende-se em legitima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”

Ou seja, simplesmente NÃO DÁ, para se ter uma conversa séria com esse tipo de gente. Essa descarada e idiota mania do "politicamente correto" tem feito com que as pessoas aceitem eventos que se fossem jogadas a um elemento que consideramos mal, tal como Hitler ou um bandido qualquer, iriam repudiar e se possível até mesmo aplicar a pena de morte.

O que está acontecendo, é que a nivelação feita na sociedade por grupos revolucionários e radicais, tem feito com que as pessoas percam a sua própria identidade. Onde se aplicássemos situações repudiosas em contextos diferentes a opinião irá variar. Criamos então uma dupla, tripla, personalidade. Onde já não somos senhores de nós mesmos. O nosso EU já não é mais uno, mas triplo, quádruplo com essência diferenciada.

Analogamente, existe um filme chamado "Fahrenheit 451", onde conta-se a história onde o governo proíbe a leitura de livros, pois estes fazem as pessoas terem idéias diferentes. E aqueles quando encontrados nas casas das pessoas, são queimados e estas presas. Verifique, que é exatamente o que acontece em nossos dias. Talvez não estejamos queimando livros, mas o processo de educação mundial que se está se implantando por esses picaretas da ONU,  e da esquerda, tem como objetivo ACABAR  com qualquer tipo de pensamento contrário ao deles.


E o indivíduo que defende essas causas minoritárias simplesmente irrelevantes, tais como os dos gays, os dos ateus, o dos abortistas, pensa que está fazendo um pensamento crítico próprio, sendo que é exatamente o que os manipuladores do pensamento universal pagam para que você diga isso.
Ou seja, quanto mais quebramos a identidade ou a essência do que é SER HUMANO, ficamos mais fragilizados a agir conforme o meio(que já está manipulado) nos impõe. Como disse, voltaremos a agir como bichinhos.

Esses caras tem que ser DISCRIMINADOS e todos os seus simpatizantes. Não no sentido estrito de discriminação pelo qual eles são apologistas. Mas sim, na idéia de repudiar e ter TOLERÂNCIA ZERO com tal tipo de ideologia. Sim, o dever nosso é sermos INTOLERANTES com o infanticídio, com o politicamente correto e com qualquer outro pensamento maléfico que é apresentado.

Portanto, não se sintam alienígenas ao se deparar com um mar de pessoas alienantes umas das outras. A defesa pela dignidade, igualdade, vida humana, jamais devem ser deixados de lado simplesmente por culturas, ou políticas idiotizantes de indivíduos que sequer sabem construir uma própria identidade.
Por isso, eu repito que a autoreflexão diária, tais como a oração a um Ser que não se pode enganar é a verdadeira expressão da sinceridade e do descobrimento da identidade do espírito humano.


 


domingo, 14 de agosto de 2011

A oração e a conquista da identidade

"A plenitude da existência humana é conhecimento da verdade"

Essa frase pode ser observada Aqui.

Um dos grandes pilares do cristianismo é o poder da oração. Não estou falando exatamente entre você externar um desejo, e este ser atendido por Aquele que o recebe. Mas sob prisma da essência humana em busca da verdade tal como ela é.
Um dos conceitos básicos que compreendemos do homem, é o seu não entendimento de como ele é, pela sua própria essência. O que eu quero dizer com isso?
Que não sabemos quem nós somos por nós mesmos. Criamos a imagem de quem nós somos através de eventos externados. Por exemplo, como eu sei que sou bondoso ou amoroso? Certamente é porque em determinada ocorrência de evento na minha vida, eu reagi de tal forma, que pude concluir que a minha ação era bondosa e deste modo eu também seria bondoso. Ou seja, nós necessitamos da leitura do que os fatos da vida escrevem sobre nós.
Um dos maiores valores cristãos é a auto-reflexão. Onde lemos o que os fatos dizem sobre nós, criamos a imagem acerca do que somos e fazemos um auto-julgamento sobre a base moral de uma Verdade Onisciente (Deus). Com tal base, podemos ser sinceros na realização da auto-crítica. E sendo sinceros com nós mesmos, podemos externar tal sinceridade numa avaliação de um fato alheio. Ou seja, podemos julgar os outros com tal sinceridade, se observamos ela primeiro em nós. E deste modo caminhamos com sucesso a nossa plenitude, que é o total conhecimento da verdade.

E isso é de extrema importância. No curso natural das coisas, muitas vezes somos "intimados" ou impelidos a faltar com a verdade com nosso próprio ser. Muitas vezes para alcançar um determinado objetivo, ou quando cegamos os olhos e tapamos os ouvidos por um orgulho que nos atinge em não reconhecer a verdade como ela é.

A falsa idéia que há, por certos grupos neoateístas, de que oração é apenas um dogma a ser seguido cegamente, é de total falta de entendimento do valor da mesma em nós.

Como certa vez disse Agostinho em forma resumida: "A verdadeira demonstração da auto-sinceridade é a confissão dos seus porquês a um Ser Onisciente que não se pode enganar".

 Quando faltamos com a verdade a nós mesmos, perdemos a identidade de quem nós somos. Pois com as situações que nos imputam a mentir tornam o nosso ser um ente irreconhecível e falso.
Logo, o ditado "Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade" realmente torna-se uma realidade em nosso ser. E deste modo ficamos cada vez mais longe da nossa plenitude e razão de continuar existindo que é o conhecimento da verdade.
Se somos "falsos cognatos" em nosso próprio ser, o nosso julgamento acerca dos fatos também será distante da verdade.
A proposta cristã de uma auto-reflexão diária diante de um Ser que não se pode enganar, e que o mesmo nos corrige, é de fato a melhor forma que o nosso coração ou nossa mente não tente por si mesmo enganar ou persistir num erro por falta de correção. Muitas vezes insistimos numa idéia, mesmo com todas as predisposições contrárias a ela, simplesmente porque o nosso orgulho inclina a nossa vontade.
Mas quando temos um Ser conhedor de todas as verdades, essa inclinação por um lado da balança pode ser equilibrada com a patenteação da sinceridade como ela é. Com efeito, o indivíduo fica impedido de se enganar e age agora conforme a realidade como tal aparece.
Com a verdadeira sinceridade, podemos identificar nossa identidade e ver os fatos como eles são em nosso meio.

E por isso cito a frase de C.S Lewis:

"Eu acredito no cristianismo como eu acredito no sol, não por aquilo que ele é, mas que através dele eu posso ver tudo ao meu redor".






terça-feira, 9 de agosto de 2011

Defendendo a Divindade de Cristo

Essa não é uma refutação a ateus propriamente dita, mas sim a alguns grupos cristãos que ignoram ou não aceitam a verdade de Jesus ser o próprio Deus. Que nada mais é do que o cerne ou núcleo da fé cristã.

Primeiro, é necessário nós entendermos como se dá a inteligência divina.

Classicamente, Deus é compreendido como Ente que é o seu próprio Ser. Ou seja, Deus é aquilo que ele é.

Tendo isso como base, é entendido que Deus é puro ato e nunca uma potencialidade. Mas, o que isso significa?

Significa que Deus sendo seus próprios atributos, jamais lhe será acrescido algo que ele tenha que desenvolver e assim de modo saber e aplicar. Ou seja, em Deus não se admite quaisquer tipos de compreensões que demandam algum tempo para ele aprender algo novo. Pois a inteligência divina funciona eternamente com o conhecimendo desde sempre de quem ele é.

Com efeito, é necessário que Deus compreenda a si mesmo, não por elementos diferentes dele mesmo tais como funciona em nós, mas sim pela sua própria essência. Por que se ele compreendesse quem ele é por meios diferentes dele mesmo, ele estaria acarretando um novo conhecimento, o que é incompatível com sua eternidade e com a sua onisciência. Logo, como ele é puro ato(é o seus próprios atributos) segue que ele compreende tudo em sua própria essência que é o seu ser.
Desta forma Tomás de Aquino defende que  a intelecção de Deus seja ele mesmo. Onde a sua compreensão e sua inteligência são a mesma coisa. Assim como a essência é o mesmo que o seu ser. Como Aquino comenta:

"Deus compreende através da sua própria essência, e a sua essência é o seu ser. Logo, a sua inteligência é a sua própria intelecção. E assim, pelo fato de Deus entender, não se lhe atribui composição, pois n'Ele não há distinção entre a inteligência, o ato de compreender e as "imagens inteligíveis". Estes 3 elementos não outra coisa senão a própria essência de Deus."

Tendo esses 3 elementos como sendo o próprio Deus, não ficará difícil compreender a divindade de Cristo. Este por sua vez é descrito pelo Apóstolo João, como o Logos, ou o Verbo divino.

Muitos grupos unitaristas, compreendem que Cristo foi uma criação de Deus, assim como o restante de suas criaturas, tais como homens e animais. E interpretam o Filho de Deus realmente como sentido igual ao de geração carnal. Onde eu passo a existir a partir de alguém.
Contudo, o Verbo descrito pelo apóstolo não se refere a geração finita do Pai ao Filho, mas sim sobre a inteligência divina. A Palavra ou o Verbo, nada mais é do que a expressão da intelecção divina. Aquino explica:

"Como aquilo que é concebido na inteligência é uma imagem da coisa conhecida, representante da sua forma, aparece como se fosse um filho desta. Quando a inteligência conhece algo distinto de si, a coisa conhecida é como um pai do verbo concebido na inteligência. A inteligência, neste caso, exerce mais a função de mãe, enquanto deve dar-se para que nela se realize a concepção. Quando, porém, a inteligência se conhece a si mesma, o verbo nela concebido é comparado como o filho ao pai. Como estamos nos referindo ao Verbo que se forma quando Deus se conhece a Si mesmo, convém que este Verbo seja também comparado a Deus, de quem é Verbo, como o filho, ao pai". 

Como visto se o Verbo é a própria imagem inteligível divina, logo não há diferenças entre ela e Deus. Pois a imagem inteligível divina é o próprio Deus.

Tendo compreendido que somente Deus possui um Summun Bonnun, logo as suas criaturas não nasceriam conhecedoras de Dele. E por isso estariam alienadas do mesmo, podendo seguir caminhos tortuosos sem o conhecimento da verdade. E vendo isso, Deus com sua bondade e altruísmo encarna o seu Logos, ou seja a sua imagem inteligível, para retirar o homem de tal alienação eterna, pois somente a inteligência divina que não se difere de sua essência revela quem Ele é aos homens. É por isso que Cristo diz:

"Eu sou a verdade, ninguém vai ao Pai senão por mim".

Ou seja, ninguém conhece a Deus, sem que antes este revele a verdade dele mesmo, através de sua Palavra ou Verbo...

É por isso que o apóstolo diz:

"Deus nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou".

Ou seja, a imagem inteligível de Deus que é uma geração de origem eterna do intelecto do Pai, revela quem este o é.

Por isso a confissão católica, "Gerado, não feito".

Paulo reforça a idéia em sua Carta aos Colossenses:

"...O qual é a imagem do Deus invisível..."

Portanto, fica claro que a divindade de Cristo é evidente. E que seu atributo de Filho, nada mais é do que a analogia de uma imagem refletida pela "espelho" de Deus, que no caso não se difere por natureza.

Conclusão

O critiquismo realizado por alguns grupos cristãos, sob a defesa de que possa haver um politeísmo, nada mais é do que um atestato de ignorância quanto ao entendimento da doutrina da trindade. Basta demonstrar ao objetor que a comparação realizada pelo mesmo, nada se passa de uma falsa analogia. Pois a imagem de Deus, nada mais é do que ele mesmo, e não outro ser divino.
 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Técnica: Não precisamos de Deus para termos algum sentido

É muito comum ateus de internet, se utilizarem desta técnica. Que consiste na invalidação da existência de Deus como sentido de toda a existência. Como no exemplo:

"Eu sou muito feliz sem acreditar em Deus. Ter ou não ter Deus não faz a mínima diferença, pois a minha vida continua igual a de um teísta comum"

Uma consideração importante a nós fazermos, é compreender qual é a plenitude da existência humana.

Eu definiria que a plenitude da existência humana é o conhecimento da verdade.

Dostoéviski, um renomado filósofo russo, propõe a versão nihilista. Onde nós criariamos um sentido à nossas vidas na inexistência de Deus.

E "sentido" por definição é algo que se faz compreensível, inteligível, que nos persuade a favor.

Mas, o que constrói "algo que faz sentido"?

Vejo que melhor resposta a essa pergunta é, a VERDADE. Quando adotamos um sistema de convicções, conjuntamente concordamos que tal sistema possui proposições verdadeiras ou que se assemelham a tal.

Mas o que isso tem haver com Deus?

Deus é concebido como a própria Verdade. Como Agostinho expõe "A verdade é aquilo que é".

Aquino interpreta que o ente ou seja o ser, é a verdade. E Deus sendo o primeiro ente antes de todas as coisas criadas, é o Verdadeiro e a verdade última de todas as coisas. E como Verdade Primeira e Última, a nossa busca da verdade das coisas gira em torno Daquela. Tendo isso como base, todos nós, sendo teístas ou ateus corremos atrás da verdade de Deus.

 Sim, não se espante, é exatamente isso o que eu estou falando, ateus correm atrás da verdade de Deus.

O que isso signifca?

Que até mesmo o sentido da vida de um ateu, implica que a verdade de Deus seja inexistente. Ou seja, é inválido até mesmo o objetivo de ateizar o mundo, se a verdade de Deus não estiver colocada em pauta.
Ou seja, porque iremos nos tornar ateus, se não tivermos bem claro dentro de nós que Deus não existe?

Logo, nós precisamos de Deus até mesmo para decidirmos qual será o sentido ilusório de nossas vidas.
Querendo ou não, a verdade de Deus faz dependente todos aqueles que buscam o conhecimento da verdade.

"Serei ateu, se a verdade de Deus for inexistente. Serei teísta, se a verdade de Deus for existente"


Observe que todas estas questões giram em torno da Verdade Última das coisas. E todas elas implicam em Deus existir ou não.

Portanto, a argumentação do ateu de que não é necessário Deus para termos algum sentido na vida é inválido, pois toda a semântica da vida perscrutam o conhecimento da verdade, e por definição ela se encontra em Deus.

Conclusão

É uma técnica fácil de ser detectada. É apenas demonstrar ao neoateu que até mesmo o sentido dele ser neoateu implica que a verdade de Deus seja uma mentira. Fora disso, nem mesmo ele poderá ter a paz de assumir um sentido para a própria vida.


sábado, 6 de agosto de 2011

Técnica: Deus pode ser Mal ou Neutro

É muito comum em comunidades do orkut ou em outros fóruns da internet, teístas se depararem com objeções neoatéias de que Deus pode ser mal ou neutro, e que tudo o que faz é fruto de sua maldade ou neutralidade.

Primeiro, é preciso se deparar que o conceito clássico de Deus. De que este é o maior ser que se pode conceber, sem precisar criar ninguém. Conforme, no Post "Trindade", é que se X>Deus, X=Deus, se X<Deus, X=/=Deus.

Tendo esse conceito entendido, é plausível inferir a maldade em Deus?

Uma atitude má por exemplo é você agir arbitrariamente por algo que você não tem, logo Deus não poderia ser mal, pois se ele é completo , ele não precisa de agir arbitrariamente por algo que não tem. Seria como, eu ser onisciente e ir a escola para aprender algo que eu não sei. O que é irracional.

Essa é uma primeira objeção à técnica. Mas, nos aprofundemos mais:

A maldade em si, pode ser vista sem que um ato malévolo contra um terceiro seja feito? Imagine-se Você, não tendo ninguém a sua volta, porque só existe você. É racional nós dizermos que você é mal? É evidente que não.
Então um "Deus mal" precisaria criar alguma coisa para completar a sua essência, pois lhe falta alguma coisa. Mas ops, o que temos como conceito de Deus?

"...este é o maior ser que se pode conceber, sem precisar criar ninguém..."

Então aqui temos uma segunda objeção, que torna impossível a maldade ser infirida a Deus.

Mas, ainda pode surgir o seguinte questionamento:

"Deus pode criar para mostrar que é bom, porque bondade não pode ser vista sem que haja um terceiro".

De acordo com o Post "Trindade", vimos que um Deus subsistindo em uma unidade simples, se torna simplesmente impossível de ser Deus. Pois ele não conheceria em si mesmo o que é ser amado ou amante.

Vejamos o que Tomás de Aquino diz, sobre a relação do amado e do amante na relação interpessoal de Deus:


Como o ser inteligente tem em si a coisa conhecida enquanto ela é objeto da intelecção, assim também a coisa amada está no amante, enquanto é amada. O amante é, de certo modo, movido pelo amado por algum impulso intrínseco. Como o movente deve estar em contato com a coisa que recebe o movimento, assim é necessário também que o amado esteja intrinsecamente no amante. Como Deus se conhece a Si mesmo, é necessário que também se ame a Si mesmo, pois o bem conhecido pela inteligência é amável por si mesmo. Por conseguinte, Deus está em Si mesmo como o amado no amante.

Vemos portanto, que a relação triunitária de Deus nos permite evidenciar o Amor, pois os 3 se relacionam de modo amável. Sem ele precisar criar ninguém. Com efeito, o mesmo se dá no caso da bondade. Onde na relação interpessoal, a bondade pode ser patenteada sem ele criar ninguém. E portanto o ato de criar, não seria para completar a sua essência, mas por simples altruísmo. E este por sinal, é o ato de fazer o bem, sem quaisquer intuitos de recompensa. E esta no caso, seria o complemento que "deus" queria ter em si mesmo.
Portanto, fica evidenciado que ser mal é uma descrição simplesmente desnecessária para Deus. Pois ser mal, é assinar a "carteirinha" de incompleto, de impotente do "clube dos malvados".

Vejamos agora, o caso na Neutralidade. Deus pode ser neutro?

Esses dias eu estava debatendo com um colega ateu no orkut, e ele afirmou que um Deus completo para ele é aquele que é neutro, pois ele demonstraria assim que está acima dos preceitos do bem e do mal.

Essa é o velho dito "Está acima do bem e do mal".

Contudo, o povo se esquece que velhos bordões ou jargões nem sempre são possíveis na lógica. Ao afirmar que se está acima do bem e do mal, subentende-se que há um meio termo entre os dois. Agora apliquemos exemplos:

Onde está o meio termo moral entre estuprar uma menininha de 5 anos e o de não estuprar?

Se eu saísse com uma frase destas: "Eu estou acima do bem e do mal, não é problema meu, que se virem".

É visível que além de um ato jactancioso ou arrogante, a minha palavra já me define de que lado eu estou.

Ou seja, o Deus completo para o meu colega de orkut, seria nada mais, nada menos que um Psicopata. Onde a tal neutralidade se caracterizaria pela frieza, implicando pela falta de sensibilidade à compaixão, à justiça, ao amor, etc. Ou seja, ele já não seria tão completo assim, logo já não estaríamos falando do mesmo ser.

Apliquemos em outro exemplo:

"Estou acima da verdade e da mentira"

Novamente a pergunta, existe meio termo entre verdade e mentira? Se eu afirmo que estou acima de qualquer verdade ou mentira, eu já tomo tal conhecimento como verdadeiro para mim. Já demonstrando de que lado eu estou. Neste caso, eu também estaria sendo mentiroso, pois eu tomo como verdade uma mentira. Afinal, é contraditório eu dizer que estou acima da verdade, e ao mesmo tempo tomar essa frase como uma verdade para mim mesmo. Logo, eu não estaria acima de ninguém.

Conclusão:

Portanto, ao se deparar com essa técnica, basta demonstrar ao neoateu a incompatibilidade lógica de que há entre um Deus Completo com a maldade ou a neutralidade. Onde ambas, se caracterizam pela falta de alguma coisa, tornando-as assim incompletas.