"A plenitude da existência humana é conhecimento da verdade"
Essa frase pode ser observada Aqui.
Um dos grandes pilares do cristianismo é o poder da oração. Não estou falando exatamente entre você externar um desejo, e este ser atendido por Aquele que o recebe. Mas sob prisma da essência humana em busca da verdade tal como ela é.
Um dos conceitos básicos que compreendemos do homem, é o seu não entendimento de como ele é, pela sua própria essência. O que eu quero dizer com isso?
Que não sabemos quem nós somos por nós mesmos. Criamos a imagem de quem nós somos através de eventos externados. Por exemplo, como eu sei que sou bondoso ou amoroso? Certamente é porque em determinada ocorrência de evento na minha vida, eu reagi de tal forma, que pude concluir que a minha ação era bondosa e deste modo eu também seria bondoso. Ou seja, nós necessitamos da leitura do que os fatos da vida escrevem sobre nós.
Um dos maiores valores cristãos é a auto-reflexão. Onde lemos o que os fatos dizem sobre nós, criamos a imagem acerca do que somos e fazemos um auto-julgamento sobre a base moral de uma Verdade Onisciente (Deus). Com tal base, podemos ser sinceros na realização da auto-crítica. E sendo sinceros com nós mesmos, podemos externar tal sinceridade numa avaliação de um fato alheio. Ou seja, podemos julgar os outros com tal sinceridade, se observamos ela primeiro em nós. E deste modo caminhamos com sucesso a nossa plenitude, que é o total conhecimento da verdade.
E isso é de extrema importância. No curso natural das coisas, muitas vezes somos "intimados" ou impelidos a faltar com a verdade com nosso próprio ser. Muitas vezes para alcançar um determinado objetivo, ou quando cegamos os olhos e tapamos os ouvidos por um orgulho que nos atinge em não reconhecer a verdade como ela é.
A falsa idéia que há, por certos grupos neoateístas, de que oração é apenas um dogma a ser seguido cegamente, é de total falta de entendimento do valor da mesma em nós.
Como certa vez disse Agostinho em forma resumida: "A verdadeira demonstração da auto-sinceridade é a confissão dos seus porquês a um Ser Onisciente que não se pode enganar".
Quando faltamos com a verdade a nós mesmos, perdemos a identidade de quem nós somos. Pois com as situações que nos imputam a mentir tornam o nosso ser um ente irreconhecível e falso.
Logo, o ditado "Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade" realmente torna-se uma realidade em nosso ser. E deste modo ficamos cada vez mais longe da nossa plenitude e razão de continuar existindo que é o conhecimento da verdade.
Se somos "falsos cognatos" em nosso próprio ser, o nosso julgamento acerca dos fatos também será distante da verdade.
A proposta cristã de uma auto-reflexão diária diante de um Ser que não se pode enganar, e que o mesmo nos corrige, é de fato a melhor forma que o nosso coração ou nossa mente não tente por si mesmo enganar ou persistir num erro por falta de correção. Muitas vezes insistimos numa idéia, mesmo com todas as predisposições contrárias a ela, simplesmente porque o nosso orgulho inclina a nossa vontade.
Mas quando temos um Ser conhedor de todas as verdades, essa inclinação por um lado da balança pode ser equilibrada com a patenteação da sinceridade como ela é. Com efeito, o indivíduo fica impedido de se enganar e age agora conforme a realidade como tal aparece.
Com a verdadeira sinceridade, podemos identificar nossa identidade e ver os fatos como eles são em nosso meio.
E por isso cito a frase de C.S Lewis:
"Eu acredito no cristianismo como eu acredito no sol, não por aquilo que ele é, mas que através dele eu posso ver tudo ao meu redor".
MUITO BOM O TEXTO!
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